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DIÁRIO DE CUIABÁ

Réu é inocentado de matar ladrão

Segunda, 25 de junho de 2012, 10h55

Da Reportagem

O trabalhador rural Arlindo Lemes Batista, de 44 anos, foi inocentado do assassinato de Adriano Venâncio Lopes, de 23, morto com um tiro quando tentava assaltá-lo no dia 2 de julho do ano passado, próximo da Rodoviária no bairro Alvorada.

O Conselho de Sentença do Tribunal do Júri acatou o pedido do Ministério Público Estadual, que entendeu se tratar de legítima defesa. O julgamento ocorreu anteontem à tarde pela 1ª Vara Criminal de Cuiabá.

Segundo o MPE, Arlindo reagiu a um assalto após combinar um programa com uma garota que o levou para um hotel. No caminho apareceram dois cúmplices dela que armaram uma emboscada para assaltá-lo. Ele reagiu e matou Adriano com um tiro.

Conforme o promotor criminal João Augusto Gadelha, Arlindo estava hospedado num hotel próximo da Rodoviária, vindo de Manso, onde trabalhava, para fazer compras em Cuiabá. Ao ir a um bar, encontrou com uma garota de programa, que cobrou R$ 100. “Uma garota branca, loira e com lentes azuis que seduziu o trabalhador rural. Na verdade, ela armou uma emboscada para ele”, observou o promotor.

Tanto a garota como seus dois cúmplices eram usuários de entorpecentes e iriam praticar o assalto para sustentar o vício. “Esse não foi o primeiro assalto e não será o último naquela região”, assinalou o promotor.

João Gadelha acrescentou que Arlindo atirou uma única vez, caracterizando a legítima defesa, pois o revólver estava carregado com cinco munições.

Durante o julgamento, a proprietária do bar onde Arlindo esteve foi ouvida. Ela confirmou que a garota sempre passava por lá em busca de clientes, mas, na verdade, ela servia de “isca” para que os cúmplices assaltassem as vítimas, principalmente pessoas do campo que se hospedavam próximo da rodoviária.

No entendimento do promotor, o caso serve de alerta para os assaltantes que agem na região, principalmente nas ruas abaixo do posto de combustível, local que é conhecido como “cracolândia”. Arlindo só não foi colocado em liberdade porque responde a um processo na Comarca de Paranatinga. (AR)


 

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