A falta de servidores no setor de análise e despacho de inquéritos policiais, segundo o MPE, também impossibilita a conclusão de meta estabelecida pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) de encerrar todos processos de investigação anteriores a 2008.
Além disso, casos de torturas cometidas por policiais foram frequentes em Mato Grosso nos últimos anos. Neste ano, três policiais foram expulsos de suas corporações após denúncias de uso de força física em atendimento de ocorrências.
Os cargos ocupados por esses ex-oficias variam de delegado militar a soldado em estado probatório, que provocaram a morte de civis por espancamento, conforme denúncias do MPE. “Os casos estão sendo julgados dentro do prazo judicial, as corregedorias estão trabalhando bem, o problema é que são muitos casos”, diz a presidente da Comissão dos Direitos Humanos da OABMT, Betsey Miranda.
O caso mais recente, que teve repercussão nacional, foi o da morte do estudante africano Toni da Silva, 27. Ele foi espancado até a morte por dois policiais militares e um empresário no dia 22 de setembro do ano passado. Os oficias envolvidos no caso tiveram absolvição administrativa e aguardam julgamento criminal pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso. (RF)